A ortodontia é a especialidade da odontologia responsável pelo diagnóstico, prevenção e tratamento das irregularidades dos dentes (aparelho mastigatório) e da face (estruturas dento-faciais).
Essa especialidade se utiliza de técnicas para a correção de condições que variam entre aquelas que necessitam de movimentação dentária à, até mesmo, harmonização orofacial no complexo maxilo-mandibular.
Dentre os problemas básicos que competem à odontologia (cárie dentária, doença periodontal e maloclusão dental), a ortodontia se ocupa dessa última: as maloclusões (também conhecidas como “más oclusões”).
Portanto, o objetivo da ortodontia é devolver a estética e função ao paciente ao tratar e corrigir essa condição.
Dentre os tratamentos oferecidos pela ortodontia, estão os conhecidos aparelhos ortodônticos. Mas a ortodontia não se resume a apenas tratar e corrigir as maloclusões.
Através da ortodontia preventiva e da ortodontia interceptativa, é possível prevenir a necessidade de um tratamento ortodôntico corretivo futuro.
Conheça os tratamentos oferecidos pela ortodontia!
Ortodontia preventiva
A ortodontia preventiva, como o nome já aponta, tem como função prevenir problemas de maloclusões que podem necessitar de um tratamento ortodôntico corretivo.
Além disso, ao papel dessa especialidade também é o de orientar e conduzir desenvolvimento craniofacial tanto sob o ponto de vista estético quanto morfológico e funcional.
Os procedimentos preventivos têm como atenção:
- amamentação natural;
- respiração;
- deglutição;
- mastigação;
- fala;
- hábitos orais e
- equilíbrio oclusal.
Através desses procedimentos preventivos, devidamente orientados por um(a) ortodontista, é possível diminuir o surgimento de problemas bucais que necessitam de intercepção ou correção.
Ortodontia interceptativa
Quando os procedimentos preventivos não são devidamente realizados, um tratamento interceptativo como ortodontia ou a ortopedia funcional dos maxilares pode ajudar a evitar que um problema maior se instale na saúde bucal das crianças.
Esse tratamento é realizado para deter um problema que já está instalado, mas se desenvolvendo. É o caso de problemas funcionais e suas consequências morfológicas.
Esses problemas (ou suas consequências) podem ser diagnosticados na adolescência e na fase adulta e ainda ser tratados por essa especialidade. Entretanto, o mais comum é que o tratamento seja realizado na infância, quando a criança ainda ter por volta dos 2 ou 3 anos.
Geralmente, inicia-se esse tratamento ainda na dentição de leite (decídua) da criança – quando os primeiros sinais de problemas funcionais começam a surgir.
Com uso de aparelhos móveis e soltos que agem nas arcadas dentárias superior e inferior sem usar força externa, o(a) paciente não sente dor durante esse tratamento. Por isso, ele é tão indicado para tratar esses problemas em crianças pequenas.
Entre os sintomas mais frequentes que indicam a necessidade de tratamento com ortopedia funcional dos maxilares estão:
- mordida cruzada;
- crescimento insuficiente da mandíbula (arcada inferior);
- crescimento excessivo da mandíbula (muito queixo);
- respiração pela boca;
- problemas e estalos na ATM; e
- apinhamento de dentes (dentes tortos – de leite, permanentes ou na dentição mista);
Ortopedia corretiva (aparelhos ortodônticos)
Já a ortopedia corretiva é necessária para tratar problemas de maloclusões em dentição permanente ou mista.
É normal que o tratamento corretivo seja o mais comum porque muitos pacientes deixam para tratar seu sorriso quando um problema já está totalmente instalado.
Se o problema é de maloclusão ou alinhamento dentário, o tratamento com aparelhos ortodônticos é indicado. Mas esse é um tratamento com diversas possibilidades que variam entre preocupação com estética, rapidez no tratamento ou custo-benefício.
Conheça os tipos de aparelhos ortodônticos!
Aparelho convencional
Aparelho fixo metálico
Esse é o tipo mais comum de aparelho ortodôntico.
Ele é composto por fios, bandas e bráquetes e costuma fazer sucesso entre crianças e adolescentes que gostam de alterar seu visual, pois usa borrachinhas coloridas ou transparentes.
Geralmente, o aparelho fixo metálico apresenta um custo de tratamento inferior em relação a outros aparelhos.
Aparelhos estéticos
Aparelho autoligado
Este aparelho também é confeccionado em metal, mas não utiliza as borrachinhas. Além disso, os bráquetes são menores se comparados ao modelo anterior e segura o fio metálico.
O tratamento com esse tipo de aparelho ortodôntico tende a ser mais rápido, e o modelo conta com opções estéticas.
Aparelho fixo estético
Este aparelho funciona com o mesmo princípio dos anteriores, mas é confeccionado em materiais como porcelana, policarbonato e safira que o tornam quase imperceptível – principalmente a uma distância considerável.
Ele é bem-aceito por pacientes que se preocupam com a estética, mas, dependendo do material de confecção, pode ter um valor mais elevado no tratamento.
Alinhador invisível
O alinhador invisível é um dos modelos mais modernos que existem atualmente. Ele é confeccionado por softwares de acordo com as arcadas dentárias do(a) paciente.
O tratamento é completamente previsível e o aparelho pode ser retirado para refeições e higienização. No entanto, o(a) paciente precisa ter um comprometimento maior com o tratamento, pois o uso diário desse alinhador deve ser de pelo menos 22 horas.
O custo mais elevado em relação aos anteriores é compensado pelas tecnologias envolvidas, conforto e tempo de tratamento que chega a ser reduzido em até 50%.
Para saber mais sobre esses aparelhos, visite nosso artigo “Conheça os tipos de aparelho ortodôntico” no nosso blog.
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FONTES:
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